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Quais são as chances de ganhar peso após a cirurgia bariátrica?

09/10/2019 Categoria: Saiba Mais
Quais são as chances de ganhar peso após a cirurgia bariátrica?

Uma das perguntas mais frequentes dos pacientes no consultório é “Doutor, eu posso ganhar peso após a cirurgia bariátrica?” Sim, você pode. Não existe milagre quando se fala de cirurgia bariátrica e em qualquer técnica o paciente está sujeito a recuperar o peso perdido.

Nos primeiros 18 meses após a cirurgia, a fase é popularmente conhecida como “Lua de mel”, onde na maioria das vezes o paciente está extremamente motivado, seguindo fielmente todas as orientações da nutricionista, apetite reduzido, recebendo diariamente vários elogios sobre sua aparência, entusiasmado com atividade física e a mudança de vida. No decorrer do tempo, o apetite vai aumentando, o peso se estabiliza, e os problemas emocionais podem retornar trazendo consigo os velhos hábitos causadores do excesso de peso.

Estima-se que mais de 50% dos pacientes terá algum grau de recuperação de peso e é importante a avaliação o que é considerado normal, aceitável e até esperado do que não é normal e pode ser prejudicial. Recuperar cerca de 5-10% do excesso de peso reduzido após 24 meses da cirurgia, de forma lenta e sem repercussão clínica, pode ser considerado normal e não necessitar nenhum tratamento clínico.

Por exemplo: uma paciente mulher de 49 anos, operada há 5 anos, tinha 120kg e 1,65m no pré-operatório (excesso de peso 52kg); com 24 meses de pós- operatório havia reduzido 56kg, estava com 64kg de peso (perda de 107% do excesso de peso, bem acima do esperado) e atualmente encontra-se com 72kg. Apesar de ter recuperado 8kg de peso, ela está com uma perda de 92% do excesso de peso, o que é um resultado excelente. Esta paciente deve revisar hábitos e dieta com a nutricionista, reforçar atividade física e manter controle com sua equipe.

Se o reganho de peso se inicia ainda no primeiro ano de pós-operatório, ou ocorre de forma rápida e associado a maus hábitos, se algumas das comorbidades como diabetes, esteatose (gordura no fígado), apneia do sono, colesterol e triglicerídeos elevados retornam, ou se a redução do excesso de peso for inferior a 50%, isto não é normal, deve ser avaliado e, dentro do possível, tratado. Por exemplo, a mesma paciente de 49 anos operada há 5 anos, com peso de 120kg e 1,65m de altura, que havia reduzido para 84kg com 24 meses de pós-operatório (perda de 69% do excesso de peso) e atualmente está com 98kg (42% de perda de excesso de peso), além de estar novamente hipertensa e com esteatose hepática, apresenta uma reengorda significativa e com prejuízos significativos a saúde.

 

Neste caso o paciente deverá, preferencialmente, procurar a equipe multidisciplinar que realizou a cirurgia bariátrica. O paciente deve passar por avaliações clínicas, nutricionais e psicológicas, por meio de exames específicos conforme a investigação clínica mostrar ser necessário. Responda algumas questões:

1. Quantas refeições você faz ao dia?

2. Você sente fome? Quanto tempo após a refeição?

3. Você se sente saciado depois de comer? Com quais alimentos?

4. Qual o tamanho da porção de alimentos que você consegue ingerir?

5. Você sente azia ou refluxo?

6. Você iniciou algum novo medicamento nos últimos meses?

7. Você está fazendo atividade física? Que tipo de atividade e com que frequência?

8. Você faz a ingestão de bebidas alcoólicas?

9. Você está ingerindo refrigerantes e bebidas adoçadas com açúcar?

10. Você se sente culpado ou depressivo?

11. Você sabe o motivo pelo qual está recuperando seu peso?

Baseado nestas informações e com um recordatório alimentar e de hábitos, pode-se ajudar o paciente a descobrir as causas do aumento do peso e buscar tratamento adequado. Na maior parte dos casos a reengorda se dá por retorno a maus hábitos alimentares, padrão beliscador (comer biscoitos, doces, salgadinhos, e outro alimentos calóricos e com baixo poder de saciedade em porções pequenas e frequentes), consumo de álcool e bebidas adoçadas e inatividade física. Nestes casos deve-se reorganizar a alimentação, iniciar atividade física ou intensificá-la, revisar hábitos saudáveis e se necessário acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.
 

A obesidade é uma doença grave. E cada vez mais os estudos mostram que a cura da obesidade não se resume apenas ao ato cirúrgico, pelo contrário, é o início de um período de um a dois anos de mudanças que devem estar associadas às terapias auxiliares como a reeducação alimentar, atividade física programa- da e mudança nos hábitos de vida. Cuide-se, a sua saúde não tem preço.

Mediante tudo que foi dito podemos concluir que obesidade é uma doença multifatorial e reiteramos que somente a Cirurgia Bariátrica não faz milagre. O paciente tem que fazer a sua parte e ter consciência de que que obesidade é uma doença de difícil controle, mesmo após a cirurgia bariátrica. Cuide-se, a sua saúde não tem preço.

Uma das perguntas mais frequentes dos pacientes no consultório é “Doutor, eu posso ganhar peso após a cirurgia bariátrica?” Sim, você pode. Não existe milagre quando se fala de cirurgia bariátrica e em qualquer técnica o paciente está sujeito a recuperar o peso perdido.

Nos primeiros 18 meses após a cirurgia, a fase é popularmente conhecida como “Lua de mel”, onde na maioria das vezes o paciente está extremamente motivado, seguindo fielmente todas as orientações da nutricionista, apetite reduzido, recebendo diariamente vários elogios sobre sua aparência, entusiasmado com atividade física e a mudança de vida. No decorrer do tempo, o apetite vai aumentando, o peso se estabiliza, e os problemas emocionais podem retornar trazendo consigo os velhos hábitos causadores do excesso de peso.

Estima-se que mais de 50% dos pacientes terá algum grau de recuperação de peso e é importante a avaliação o que é considerado normal, aceitável e até esperado do que não é normal e pode ser prejudicial. Recuperar cerca de 5-10% do excesso de peso reduzido após 24 meses da cirurgia, de forma lenta e sem repercussão clínica, pode ser considerado normal e não necessitar nenhum tratamento clínico.

Por exemplo: uma paciente mulher de 49 anos, operada há 5 anos, tinha 120kg e 1,65m no pré-operatório (excesso de peso 52kg); com 24 meses de pós- operatório havia reduzido 56kg, estava com 64kg de peso (perda de 107% do excesso de peso, bem acima do esperado) e atualmente encontra-se com 72kg. Apesar de ter recuperado 8kg de peso, ela está com uma perda de 92% do excesso de peso, o que é um resultado excelente. Esta paciente deve revisar hábitos e dieta com a nutricionista, reforçar atividade física e manter controle com sua equipe.

Se o reganho de peso se inicia ainda no primeiro ano de pós-operatório, ou ocorre de forma rápida e associado a maus hábitos, se algumas das comorbidades como diabetes, esteatose (gordura no fígado), apneia do sono, colesterol e triglicerídeos elevados retornam, ou se a redução do excesso de peso for inferior a 50%, isto não é normal, deve ser avaliado e, dentro do possível, tratado. Por exemplo, a mesma paciente de 49 anos operada há 5 anos, com peso de 120kg e 1,65m de altura, que havia reduzido para 84kg com 24 meses de pós-operatório (perda de 69% do excesso de peso) e atualmente está com 98kg (42% de perda de excesso de peso), além de estar novamente hipertensa e com esteatose hepática, apresenta uma reengorda significativa e com prejuízos significativos a saúde.

 

Neste caso o paciente deverá, preferencialmente, procurar a equipe multidisciplinar que realizou a cirurgia bariátrica. O paciente deve passar por avaliações clínicas, nutricionais e psicológicas, por meio de exames específicos conforme a investigação clínica mostrar ser necessário. Responda algumas questões:

1. Quantas refeições você faz ao dia?

2. Você sente fome? Quanto tempo após a refeição?

3. Você se sente saciado depois de comer? Com quais alimentos?

4. Qual o tamanho da porção de alimentos que você consegue ingerir?

5. Você sente azia ou refluxo?

6. Você iniciou algum novo medicamento nos últimos meses?

7. Você está fazendo atividade física? Que tipo de atividade e com que frequência?

8. Você faz a ingestão de bebidas alcoólicas?

9. Você está ingerindo refrigerantes e bebidas adoçadas com açúcar?

10. Você se sente culpado ou depressivo?

11. Você sabe o motivo pelo qual está recuperando seu peso?

Baseado nestas informações e com um recordatório alimentar e de hábitos, pode-se ajudar o paciente a descobrir as causas do aumento do peso e buscar tratamento adequado. Na maior parte dos casos a reengorda se dá por retorno a maus hábitos alimentares, padrão beliscador (comer biscoitos, doces, salgadinhos, e outro alimentos calóricos e com baixo poder de saciedade em porções pequenas e frequentes), consumo de álcool e bebidas adoçadas e inatividade física. Nestes casos deve-se reorganizar a alimentação, iniciar atividade física ou intensificá-la, revisar hábitos saudáveis e se necessário acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.
 

A obesidade é uma doença grave. E cada vez mais os estudos mostram que a cura da obesidade não se resume apenas ao ato cirúrgico, pelo contrário, é o início de um período de um a dois anos de mudanças que devem estar associadas às terapias auxiliares como a reeducação alimentar, atividade física programa- da e mudança nos hábitos de vida. Cuide-se, a sua saúde não tem preço.

Mediante tudo que foi dito podemos concluir que obesidade é uma doença multifatorial e reiteramos que somente a Cirurgia Bariátrica não faz milagre. O paciente tem que fazer a sua parte e ter consciência de que que obesidade é uma doença de difícil controle, mesmo após a cirurgia bariátrica. Cuide-se, a sua saúde não tem preço.

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